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Home/Vida Saudável/Pressão arterial baixa pode causar desmaios
Vida Saudável

Pressão arterial baixa pode causar desmaios

By Nutri
fevereiro 12, 2014
0

 

Pressão arterial baixa pode causar desmaios

 

Após quase um mês e meio sem internet, usando de um amigo e outro por causa do descredenciamento da Well onde moro, ficamos nas mãos da Oi com o Velox. Fiz a solicitação no final de dezembro e só vieram instalar no inicio de fevereiro. Mas graças a Deus agora posso postar mais regularmente aqui no blog.

Meu pai sofre de pressão alta, porem na semana passada devido ao medicamento que toma estar com associações a sua pressão baixou demais apresentado os sintomas referidos neste artigo no qual me ajudou a diagnosticar o problema e suspender o remédio.

Muito se tem falado a respeito da pressão alta, ou hipertensão. Como vamos ver neste artigo pouco se sabe a respeito da pressão baixa, ou hipotensão. Apesar se ser tão perigosa como a hipertensão e de não oferecer tanto perigo, a hipotensão é mais difícil de diagnosticar e prescrever tratamento. Continue lendo o artigo.

Tontura, desmaio, sensação de fraqueza, visão turva, dor de cabeça e raciocínio mais lento. Esses são alguns sintomas que a queda da pressão arterial pode causar. Apesar do organismo ser mais prejudicado com a pressão alta, é preciso ficar atento para manter os índices da mesma normais.

De acordo com o cardiologista clínico do Instituto Procardíaco Moacir Fernandes de Godoy, que também é professor livre docente da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), estudos científicos comprovam que pessoas com níveis de pressão mais baixos vivem mais do que as com níveis mais altos.

No entanto, ele alerta que a hipotensão (pressão baixa) é um sinal, não um sintoma, e pode estar relacionada com uma série de doenças que seriam as verdadeiras causas da queda da pressão arterial. Além disso, o médico lembra que em idosos essa pressão baixa eventualmente acompanha consequências ruins porque os órgãos importantes deixam de receber o sangue de acordo com suas necessidades, o que pode causar a ocorrência de infarto no coração ou no cérebro.

O cardiologista do Incor de Rio Preto Carlos Roberto Lesse concorda e acrescenta que a hipotensão arterial pode estar relacionada a problemas secundários, como alguma alteração orgânica (cardíaca, endócrina, neurológica, hemorragia, infecções graves, entre outras) ou reações alérgicas, que podem privar o cérebro e outros órgãos vitais de oxigênio e nutrientes e até levar à síncope e ao choque (estado de risco de morte).

Godoy relata que, de acordo com os últimos consensos dos especialistas, os níveis normais de pressão arterial são aqueles em que a pressão arterial é igual ou menor que 120 por 80 milímetros de mercúrio.

“Valores maiores que esses, mas inferiores a 140 por 90 milímetros de mercúrio, recebem a denominação de pré-hipertensão. Já foi demonstrado que essas pessoas têm grande probabilidade de se tornarem hipertensas de médio a longo prazo. Por fim, são consideradas hipertensas as pessoas com pressão arterial acima de 140 por 90.”

O especialista esclarece que o correto é considerar a pressão em milímetros de mercúrio e por isso se fala em 120 por 80 e não 12 por 8, que seria a medida em centímetros de mercúrio. “Como essa outra forma de falar é muito difundida, é importante entender o seu significado para que não haja confusão na interpretação.”

Segundo Lesse, a pressão arterial é mantida em níveis normais por meio de mecanismos complexos que regulam o débito cardíaco (volume de sangue ejetado pelo coração por minuto) e a resistência vascular periférica (calibre das artérias). Ele explica que esses mecanismos envolvem o sistema nervoso central e periférico, o sistema cardiovascular e renal, hormônios e substâncias vasoativas e a função endotelial.

“Quando há falha de algum mecanismo ou algum fator que interfira nesse sistema de regulação a pressão pode subir ou cair.”Existem vários motivos para que a pressão arterial fique abaixo do nível considerado normal, mas uma causa comum para isso e que afeta 0,5% da população em geral, segundo o cardiologista do Instituto Procardíaco, é a chamada hipotensão postural.

Ele diz que a hipotensão postural ocorre quando a pessoa, que estava deitada ou sentada, fica de pé. Para que seja confirmado esse diagnóstico Godoy explica que é preciso a pressão sistólica (o valor maior) cair pelo menos 20 milímetros (mm), enquanto a pressão diastólica (o valor menor) caia pelo menos 10 mm ao longo dos primeiros três minutos na nova posição.

“Quando as pessoas com pressão arterial normal ficam em pé, a pressão sistólica só baixa de 5 a 10 mm, enquanto a diastólica, ao contrário, se eleva um pouco. Assim, se uma pessoa tem habitualmente uma pressão arterial de 120 x 80 e ao se levantar subitamente sua pressão cai para 100 x 70, então deve-se pensar que ela seja portadora de hipotensão postural”, afirma.

O simples fato de a pessoa ter pressão arterial baixa não significa necessariamente que ela tenha de se preocupar. Godoy avisa que existe certa parcela da população que tem pressão baixa e isso é o normal para ela. “Vale lembrar que os níveis mais baixos de pressão são até protetores contra os problemas cardiovasculares.

As pessoas só devem se preocupar com os níveis baixos se eles vierem acompanhados de sintomas relevantes como tonturas, desmaios ou muita fadiga”, afirma. Lesse enfatiza que diferentemente da pressão alta, que numericamente se considera pressão alta sistólica maior ou igual a 140 ou diastólica maior ou igual a 90 mmHg (14 por 9) com ou sem sintomas, não há um número específico em que a pressão seja considerada baixa.

Nesse caso, o aparecimento de sintomas é o mais importante para conclusão diagnóstica. “Pressão baixa sem sintomas, em indivíduos aparentemente normais, pode ser sinal de boa saúde e maior longevidade.”

Lesse ressalta que na prática clínica se considera pressão baixa níveis menores que 90×60 mmHg (9 por 6) quando acompanhada de sintomas, como tontura, mal-estar, moleza, desânimo, alterações visuais, palidez, pele fria e até desmaio.

Porém, em situações especiais, como no hipertenso, pressão de 10×6 com sintoma pode ser considerada baixa. “De modo geral, pressão baixa é preocupante somente quando apresenta sinais ou sintomas.”

Segundo o professor da Famerp, quem tem pressão arterial normal pode ser reavaliado a cada dois anos, enquanto aqueles que possuem pré-hipertensão devem ser avaliados a cada ano e quem já é hipertenso deve ser reavaliado com freqüência pelo especialista, que fará as recomendações necessárias para o devido controle.

O cardiologista ressalta que, de maneira geral, é interessante que toda pessoa saiba qual é seu nível de pressão arterial mas, mais especificamente, todo adulto acima de 35 ou 40 anos de idade deve averiguá-la periodicamente, principalmente se tiver os chamados fatores de risco, como obesidade, diabetes, familiares próximos com hipertensão e taxa de gorduras (colesterol e triglicérides) elevadas no sangue, entre outros.

No caso de constatada a elevação da pressão, Godoy diz que, obviamente, se devem seguir as orientações médicas para o controle da mesma, pois a pressão alta é realmente mais “perigosa” que a pressão baixa. Para Lesse, aferir a pressão arterial é uma prática tão importante que deve ser iniciada na infância pelo pediatra, principalmente se houver familiares hipertensos.

Consuma:

:: De sete a oito porções de cereais de derivados, como pães integrais, pão sírio, sêmola, cereais integrais e massas integrais
:: De quatro a cinco porções de legumes e verduras em geral
:: De quatro a cinco porções de frutas em geral e seus sucos
:: De duas a três porções de laticínios desnatados, como leite e iogurte desnatado ou semidesnatado e queijo branco magro
:: Duas ou menos porções de carnes, aves e peixes, sempre magras, cozidas, assadas e grelhadas em vez de fritas e removendo as gorduras visíveis e a pele das aves
:: De uma a duas porções de leguminosas, nozes e sementes, como amêndoas, avelãs, amendoim, nozes, sementes de girassol, feijão e lentilha

Fonte – Jane Marin Lesse, nutricionista do Incor Rio Preto

Somente o especialista pode avaliar

Quando a pressão arterial baixa causa sintomas o tratamento é mais difícil, segundo o cardiologista Moacir Fernandes de Godoy. Ele diz que isso ocorre porque não há uma metodologia bem definida.

“Os casos mais graves e com doenças concomitantes exigem investigação apurada das causas e tratamento específico, enquanto os casos leves muitas vezes podem ser controlados até com pequenas ingestões de sal durante os episódios sintomáticos.

A avaliação do especialista certamente levará à melhor orientação.” Normalmente, os alimentos não causam pressão baixa, mas muitos medicamentos, como diuréticos, vasodilatadores e betabloqueadores podem levar a essa situação como efeito colateral.

De acordo com a nutricionista do Incor de Rio Preto Jane Marin Lesse, apesar de geralmente não haver alimentos que contribuam para a queda da pressão de modo significativo, há pessoas que podem sofrer reação alérgica a certos alimentos, como amendoim, frutos do mar e corantes, que podem causar queda de pressão em pessoas sensíveis.

Ela diz que em situações de desidratação ou dieta com muito pouco sal a pressão também pode cair porque a água e o sal são importantes componentes na formação do volume de sangue, um dos mecanismos da manutenção da pressão arterial.

Se a hipotensão arterial não causar sintomas muito provavelmente esse será o padrão normal da pessoa ou da família dela e não indica preocupações.

“Aliás, esse pode ser até um fator de proteção. Por outro lado, a concomitância de sintomas pode sim ajudar na elucidação das causas e possibilitar a prevenção da ocorrência de problemas em um membro ainda não afetado.”

Para tratar a pressão alta há amplo arsenal terapêutico, enquanto para pressão baixa as opções terapêuticas são bastante restritas, segundo o cardiologista do Incor de Rio Preto Carlos Roberto Lesse. Ele informa que, por sorte, a hipotensão arterial geralmente não necessita de tratamento medicamentoso.

“Conforme a causa, os medicamentos a serem usados são, entre outros, bloqueador beta-adrenérgico, inibidores da recaptação de serotonina ou a fludocortisona. Em casos específicos de distúrbios cardíacos o implante de marcapasso pode ser necessário.”

Godoy lembra que existem várias maneiras, relativamente baratas, de se cuidar adequadamente da pressão arterial, principalmente a elevadam que é a que causa males ao organismo. Entre elas estão perda de peso, com dieta rica em frutas, verduras e baixa quantidade de sal, além de exercícios físicos, como caminhada por cerca de 30 minutos pelo menos de quatro a cinco vezes por semana.

“Esses simples hábitos costumam dar resultados muito bons em termos de prevenção e/ou tratamento das formas mais leves de hipertensão.” Ele enfatiza que o cigarro deve ser totalmente abandonado e a ingestão de bebidas alcoólicas somente é tolerada em doses pequenas. “A existência de hipertensão arterial em estágios mais avançados exige orientação médica para uso adequado de medicamentos.”

O que contribui para a queda:

:: Hipotensão Postural (Ortostática) – Ocorre queda da pressão quando se levanta subitamente e há a sensação de tontura ou visão turva. Mais comum em pessoas idosas pela incapacidade em regular os níveis de pressão depois da mudança de posição corporal. É uma das causas mais comuns de pressão baixa

:: Hipotensão Neurogênica – É outra causa comum de pressão baixa, mas é mais freqüente em pessoas jovens e sem problemas cardíacos. Ocorre devido a uma ‘falha de comunicação’ entre o coração e o cérebro para controlar a pressão. Quase sempre é benigna e passageira. Geralmente, é desencadeada por dor intensa, notícia ruim, ao ver sangue, ficar em lugares fechados e abafados, ao tomar injeção, entre outras situações que causam sintomas de tontura, escurecimento visual, náusea, sudorese fria, palidez e desmaio (síncope vasovagal)

:: Hipotensão Pós-prandial – Ocorre queda súbita da pressão depois de se alimentar. Geralmente acomete adultos idosos com pressão alta ou desordem do sistema nervoso autônomo como na doença de Parkinson e diabetes

:: Gravidez – Durante as primeiras 24 semanas de gestação é comum a pressão baixar

:: Medicamentos – Vários remédios podem causar pressão baixa, entre eles diuréticos, anti-hipertensivos, medicação para doença de Parkinson, antidepressivos tricíclicos, narcóticos e álcool. O uso de Viagra e similares por quem toma nitrato (isordil, monomordil) pode causar hipotensão grave

:: Problemas cardíacos – Anormalidades do ritmo cardíaco (arritmias), problemas das valvas, infarto e insuficiência cardíaca

:: Problemas endócrinos – Alteração da tireóide (hiper ou hipotireoidismo), insuficiência adrenal, hipoglicemia (queda açúcar no sangue)

:: Desidratação – Febre, vômito, diarréia, diurese abundante e exercício extenuante

:: Hemorragia – Perda significativa de sangue por trauma ou hemorragia interna reduz o volume sangüíneo, que leva à hipotensão severa
Infecções graves (choque séptico) – Bactérias produzem toxinas que causam queda acentuada da pressão, levando ao risco de morte

:: Reação alérgica (anafilaxia) – O choque anafilático é uma reação alérgica com queda severa da pressão e edema de glote (obstrução da respiração), algumas vezes fatal e pode ocorrer em pessoas que são extremamente sensíveis à drogas como penicilina, certas comidas ou picada de abelha

:: Deficiências nutricionais – Carência de vitamina B12 e acido fólico pode causar anemia e pressão baixan

Fonte – Carlos Roberto Lesse, cardiologista

 

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